Mal-estar nas escolas
Duas a três mil pessoas na rua em Viseu ou na Guarda chegam para se falar dos protestos dos professores como das maiores manifestações de sempre naquelas capitais de distrito. A surpresa é tanto maior quanto se sabe que são cidades onde ‘o povo é sereno’. O forte alerta constitui, porém, apenas a face visível do enorme mal-estar existente nas escolas.
O problema é que a instabilidade está generalizada. A pressão exercida pelo Ministério da Educação, exigindo tudo, de forma arbitrária e em troca de nada, levantou a tampa até aos mais pacíficos. Hoje, nas escolas, as conversas são todas centradas em críticas à ministra Lurdes Rodrigues, quando o desejável e normal era ouvir os professores a trocarem impressões sobre questões das aulas.
O protesto dos professores é o que está a dar. A Oposição aposta na bola de neve. Menezes reuniu com a Fenprof e Portas falou com a Associação Nacional de Professores que inicialmente se distanciou dos protestos, mas atrás dos seus associados já passou a apoiá-los. O executivo em fase de Obama deve reflectir. O segredo do êxito do candidato negro à nomeação pelo Partido Democrático para as presidenciais nos EUA não é só o “Sim, nós podemos”. Quem segue a nova vaga americana também já sabe que o principal factor de esperança em Obama é que ele se mostra capaz de ponderar o que dizem os outros. Os eleitores republicanos gostam dele porque Obama lhes dá a certeza de que também vão contar. Não há em Portugal quem seja capaz de ponderar os protestos dos professores?
João Vaz, Redactor Principal
in Correia da Manhã, ler notícia
Duas a três mil pessoas na rua em Viseu ou na Guarda chegam para se falar dos protestos dos professores como das maiores manifestações de sempre naquelas capitais de distrito. A surpresa é tanto maior quanto se sabe que são cidades onde ‘o povo é sereno’. O forte alerta constitui, porém, apenas a face visível do enorme mal-estar existente nas escolas.
O problema é que a instabilidade está generalizada. A pressão exercida pelo Ministério da Educação, exigindo tudo, de forma arbitrária e em troca de nada, levantou a tampa até aos mais pacíficos. Hoje, nas escolas, as conversas são todas centradas em críticas à ministra Lurdes Rodrigues, quando o desejável e normal era ouvir os professores a trocarem impressões sobre questões das aulas.
O protesto dos professores é o que está a dar. A Oposição aposta na bola de neve. Menezes reuniu com a Fenprof e Portas falou com a Associação Nacional de Professores que inicialmente se distanciou dos protestos, mas atrás dos seus associados já passou a apoiá-los. O executivo em fase de Obama deve reflectir. O segredo do êxito do candidato negro à nomeação pelo Partido Democrático para as presidenciais nos EUA não é só o “Sim, nós podemos”. Quem segue a nova vaga americana também já sabe que o principal factor de esperança em Obama é que ele se mostra capaz de ponderar o que dizem os outros. Os eleitores republicanos gostam dele porque Obama lhes dá a certeza de que também vão contar. Não há em Portugal quem seja capaz de ponderar os protestos dos professores?
João Vaz, Redactor Principal
in Correia da Manhã, ler notícia
Em relação à mobilização em Lisboa dia 1 de Março, 16 horas no IPJ, podem confirmar-me se é o IPJ em Moscavide?
ResponderEliminarLocalização/contactos
Via de Moscavide 47 101
Lisboa
1998 LISBOA EXPO
Tel.: 218 920 800
Fax: 218 920 808
E-mail: ipj.lisboa@ipj.pt
Na zona norte da Expo a 300m da Estação Gare do Oriente. Autocarros - 5, 10, 25, 44, 114 e 208
???????????????????????????????????
Obrigada
PARÂMETRO DE AVALIAÇÃO PARA MEMÓRIA FUTURA
ResponderEliminarLeiria.Fevereiro[2008].Parâmetro de Avaliação dos Professores
“Verbaliza a sua insatisfação/satisfação face a mudanças ocorridas no sistema educativo/na escola através de críticas destrutivas potenciadoras e instabilidade no seio dos seus pares(...)"
pequenas ditaduras e pequenos pormenores de como podemos todos parecer estúpidos para um ministério descontrolado, risível e irresponsável
http://pormenor-da-tangente.blogspot.com/