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domingo, 22 de março de 2009

Haja quem diga a verdade!

Reunião na Golegã
Paulo Portas: violência escolar é resultado de ambiente condescendente
21.03.2009 - 15h04 Lusa

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, disse hoje, na Golegã, que o aumento da violência nas escolas é resultado do “ambiente condescendente” e de “facilitismo” promovido pelo Governo.

“De cada vez que o Governo promove um ambiente condescendente, de facilitismo, obviamente retira exigência à escola, retira disciplina à escola e aumenta as condições para que existam agressões”, afirmou Paulo Portas, à margem da primeira reunião dos coordenadores do programa do Governo Escola Segura.

Sublinhando que “a escola é um lugar de conhecimento, não é seguramente um lugar de violência”, o dirigente do CDS-PP relacionou ainda o aumento das agressões a professores e alunos nas escolas à autoridade dos docentes.

“Eu quero deixar claro que de cada vez que o Governo põe em causa a autoridade dos professores, e tem posto a autoridade dos professores repetidamente em causa, está a criar um clima propício para que não haja respeito, incluindo físico, pelos professores”, declarou.

O número de agressões a professores e alunos aumentou 11,3 e 20,6 por cento, respectivamente, em 2007/08, face ao ano lectivo anterior, segundo dados do programa Escola Segura apresentados ontem.

Já o número total de ocorrências registadas pela Escola Segura no último ano lectivo, de acordo com o coordenador do Observatório para a Segurança Escolar, João Sebastião, foi de 6039, enquanto em 2006/07 situou-se nas 7028, o que representa uma diminuição de cerca de 14 por cento.

Em 2006/07 verificaram-se 1092 agressões a alunos, tendo no ano lectivo seguinte aumentado 225, enquanto relativamente aos docentes passaram de 185 para 206 em igual período.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Afinal há outros modelos de avaliação

Portas lança "derradeiro apelo" à ministra para que reveja posição
CDS apresenta alternativa ao modelo de avaliação de professores até ao final do ano
19.11.2008 - 18h20 Lusa

Até ao final do ano, o CDS-PP compromete-se a apresentar uma alternativa ao modelo de avaliação de professores avançado pelo Ministério da Educação, inspirada no modelo do Ensino Particular e Cooperativo, anunciou hoje o líder do partido, Paulo Portas, que em conferência de imprensa lançou "um apelo derradeiro" à ministra da tutela para simplificar o processo que tem motivado o descontentamento dos docentes.

"Em nome do CDS quero fazer um derradeiro apelo à ministra da Educação para que rectifique corajosamente o modelo de avaliação" e para que dê o primeiro passo para pôr fim ao "diálogo de surdos" entre a "grande maioria dos professores" e o Governo, declarou Portas, desafiando Maria de Lurdes Rodrigues a abandonar alguns pontos que tornam o actual modelo "complicado e injusto".

Em alternativa, o dirigente democrata-cristão propôs a simplificação do número de fichas a preencher, tornar facultativa a assistência dos avaliadores às aulas dos avaliados, que as notas dos alunos deixem de ser consideradas na avaliação do professor e que se dispense a avaliação dos professores no topo da carreira, que estão "a quatro anos da aposentação".

Para Paulo Portas, a "principal obrigação da ministra não é a obstinação" mas sim evitar que a escola pública chegue ao estado "de desastre", com prejuízo para a qualificação dos alunos. No entanto, o líder do CDS considerou que "um modelo bem melhor só será lançado mediante um diálogo prévio com um governo bem melhor".

Por isso, disse, irá apresentar até ao final do ano uma iniciativa legislativa que definirá um modelo de avaliação dos professores mas também dos manuais escolares, da escola, dos programas e dos currículos.

Paulo Portas enunciou dez princípios que nortearão o projecto de lei a apresentar, e o programa eleitoral do CDS-PP para 2009, e que se inspira no modelo usado no ensino Particular e Cooperativo, que "funciona e é contratualizado entre os sindicatos e os professores".

"A ministra terá que responder pela consequência da sua própria intransigência. O Estado, tão arrogante sobre si próprio, foi incapaz de contratualizar um modelo de avaliação com os professores. O ensino particular e cooperativo foi capaz", sublinhou.

Um modelo melhor de avaliação dos professores implica, defendeu Paulo Portas, um regime de autonomia e descentralização das escolas, a avaliação da própria escola, dos programas e dos manuais, que o professor construa o seu dossier de avaliação ao longo do ano e que quem avalia "não seja o seu colega" mas o director pedagógico da escola.

Segundo o modelo defendido por Portas, que prevê um período experimental, os professores têm que ser livres para atribuir as notas que acham que os alunos merecem e os calendários não devem interferir com o ano lectivo nem com os concursos de professores.

O modelo "deve ter um sistema arbitral próprio em caso de discórdia" que não deve depender do Ministério da Educação, defendeu, que sublinhou ainda que no ensino particular e cooperativo "avaliam-se apenas três coisas": a competência para leccionar, a competência para se relacionar com a escola, alunos e comunidade e a competência para desempenhar cargos de direcção, se os tiverem.

in Público - ler notícia

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Paulo Portas critica Ministra da Educação

CDS-PP: Paulo Portas acusa ministra da Educação de centralismo e irresponsabilidade

Torres Vedras, Lisboa, 20 Abril (Lusa) - O líder do CDS-PP criticou hoje a ministra da Educação acusando-a de centralismo e irresponsabilidade ao dizer aos professores, a poucos meses do fim do ano, para passarem os alunos mesmo que não saibam a matéria.

O presidente do CDS-PP disse que a indicação de Maria de Lurdes Rodrigues "é uma prova de centralismo porque não é competência da senhora ministra avaliar os alunos. Quem dá as aulas e faz as avaliações são os professores e a indicação para passar os alunos, mesmo que eles não saibam, é uma indicação política", declarou hoje Paulo Portas.

"Mesmo que os alunos não saibam a matéria passem-nos de ano, é uma prova de irresponsabilidade", disse ainda o líder do CDS-PP referindo-se a uma entrevista à ministra publicada na edição hoje do Correio da Manhã.

"Acho que isto é destruir o sentido de exigência no sistema educativo. O que a senhora ministra quer não é melhorar a qualidade do ensino é um resultado estatístico (...) assim também eu combatia o abandono escolar", acusou Paulo Portas.

O líder do CDS-PP fez esta declaração aos jornalistas em Torres Vedras durante uma visita à Feira da Saúde que decorre nesta cidade.

Segundo afirmou a ministra da Educação ao jornal Correio da manhã, Portugal é o país em que há mais chumbos.

"E por aí o nosso sistema não seria facilitista, seria exigente, mas na realidade é facilitista porque essa repetência não serve para aumentar o rigor e a exigência de trabalho com esses alunos. Ficam numa espécie de limbo que depois prejudicam muitíssimo os nossos resultados".

"Se considerarmos na amostra os alunos que não repetem, os alunos que estão no ciclo adequado à sua idade têm valores iguais à média dos países da OCDE. Até produzimos mais excelência. Isto é, os nossos alunos do 7º ano muito bons são melhores do que os muito bons dos outros países. Mas depois temos o peso dos que chumbam, dos que ficam retidos, que puxam os nossos resultados médios para baixo", afirmou.

"O que significa é que a repetência devia constituir um espaço de trabalho efectivo para que eles recuperassem. O problema é que esses alunos nunca recuperam", constatou a ministra da Educação.


in RTP on-line - ler notícia

segunda-feira, 31 de março de 2008

Notícia na RTP - Paulo Portas


Líder do CDS-PP acusa ministra de mau desempenho

Paulo Portas diz que Maria de Lurdes Rodrigues não pode desvalorizar incidentes graves nem desafiar a autoridade dos professores.

O líder do CDS-PP considera que a ministra da Educação desempenha mal as funções.

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=336201&tema=28

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Paulo Portas pede ao Governo para parar avaliação de professores

O líder do CDS-PP exortou José Sócrates a parar e a rever o regime de avaliação dos professores, que considerou «absurdo» porque «sujeita» os professores a um «dilema impossível»


«É um processo absurdo e, obviamente, tem de parar. O primeiro-ministro vai ter que rever o regime de avaliação dos professores», disse Paulo Portas aos jornalistas em Beja, à entrada para um almoço com militantes do distrito.

Para Paulo Portas é «inaceitável» que o regime de avaliação dos professores, além de «começar a meio de um ano escolar» e «sem os documentos pertinentes publicados», «tenha como critério essencial as notas que o professor dá aos alunos».

«Qualquer pessoa de bom senso percebe que isto é colocar os professores perante um dilema impossível», disse Paulo Portas.

«Das duas uma: ou o professor protege a sua carreira e dá notas mais altas do que as que os alunos merecem ou defende a verdade escolar e está a prejudicar a sua carreira», explicou.

A ministra da Educação está a «convidar» os professores a «dar pouco interesse» aos conhecimentos dos alunos e a «privilegiar a progressão na carreira», disse Paulo Portas, alertando para a eventualidade de «os professores, para protegerem a sua carreira, não defenderem a verdade escolar».

«Isto é impensável. Não tem nada a ver com aquilo que precisamos para a escola. Não prepara ninguém nem para a responsabilidade, nem para a exigência, nem para a excelência. Este processo tem, obviamente, que parar», insistiu Paulo Portas.

Os professores, como os alunos, «devem ser avaliados pelo que sabem», «mas nunca com o actual processo», defendeu Paulo Portas, garantindo que o CDS-PP «vai insistir» na revisão do actual regime de avaliação dos professores.

«A senhora ministra da Educação deve achar que é um clone do primeiro-ministro e que tem que ter a mesma inflexibilidade, prepotência e arrogância. Mas quem está nas escolas e tem que enfrentar os alunos e os pais são os professores e não a ministra», ironizou.

Paulo Portas acusou também José Sócrates de «andar compulsivamente a faltar à verdade em várias áreas nesta matéria», explicando que o primeiro-ministro disse que os professores iriam ser avaliados pelas notas, mas comparando-as com as notas dos exames.

«Mas onde é que estão os exames?», questionou Paulo Portas, referindo que «acharia bem» que a diferença entre as avaliações interna e externa «pudesse contar como critério», «mas, no sistema educativo português, erradamente, só começam a haver exames a partir do nono ano».

«Há um enorme mal-estar nas escolas e os professores sentem-se profundamente desautorizados e humilhados na essência da sua função docente», disse Paulo Portas, reagindo às concentrações de centenas de professores, sábado, no Porto, em Leiria e nas Caldas da Rainha, em iniciativas espontâneas de protesto contra o Ministério da Educação, convocadas com recurso a mensagens telefónicas (SMS), correio electrónico e blogues na Internet.

Lusa / SOL - retirado daqui:
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=82116