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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

As preocupações da Igreja Católica e os problemas auditivos do ME

Educação: Igreja Católica diz que há "problemas de audição" e pede que voz dos professores seja ouvida

Fátima, Santarém, 09 Dez (Lusa) - O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), padre Manuel Morujão, afirmou hoje que existem "problemas de audição" na Educação, defendendo que a voz dos professores tem de ser ouvida.

"Tem havido problemas de audição, de ouvir as vozes que gritaram forte e, certamente, não gritaram tanto contra, mas em favor de um melhor projecto de educação", afirmou o responsável no final de uma reunião que juntou o presidente da CEP, D.Jorge Ortiga, e representantes de oito dos onze sindicatos que integram a Plataforma Sindical dos Professores.

O secretário da CEP reconheceu que se sente um "mal-estar profundo" na Educação, que não se circunscreve ao modelo de avaliação dos professores ou à carreira docente, bastando para o reconhecer "abrir os olhos, os ouvidos e o coração".

Questionado sobre quem tem de "abrir os olhos, os ouvidos e o coração", o pe. Manuel Morujão respondeu "todos", incluindo a Plataforma Sindical dos Professores, mas "seguramente também muito o ministério".

O sacerdote reiterou que a voz dos professores "tem de ser ouvida", mas "no diálogo e não na imposição à força de um ou de outro lado", recusando a possibilidade de a CEP ser mediadora neste conflito.

"Há mediadores suficientes", justificou.

Considerando o actual momento na Educação como "muito sério", o padre Manuel Morujão lembrou que "está em causa o futuro da Educação", mas mostrou-se esperançado de que "haverá bom-senso para ouvir vozes que são muito representativas de um mal-estar que é preciso transformar em bem-estar".

Quanto à reunião prevista para dia 15 entre Ministério da Educação e Plataforma Sindical dos Professores, o secretário da CEP disse esperar "boas notícias".

Sobre este encontro da próxima segunda-feira, o porta-voz da Plataforma Sindical dos Professores, Mário Nogueira, disse ter uma "expectativa grande", insistindo que se trata de uma "reunião de agenda aberta".

"O que nós precisamos é que nesta reunião todos estejam com espírito aberto para construir uma solução e uma saída negociada", frisou Mário Nogueira, que lembrou: "Aquilo que esperamos é que o mesmo espírito de abertura exista da parte do ministério e não chegue com uma posição de intransigência que ou se aplica ou acaba a reunião".

O porta-voz da Plataforma Sindical dos Professores acrescentou que para a reunião leva a posição dos professores, que exigem "a substituição este ano deste modelo [de avaliação] por uma solução transitória avaliativa".

Sobre a reunião com o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, Mário Nogueira lembrou que serviu para apresentar as "preocupações" dos docentes, atendendo a que Igreja Católica "tem uma influência grande na sociedade".

"Qualquer tipo de influência que possa contribuir para que se encontre uma solução negociada é sempre benéfica", adiantou o responsável, satisfeito pelas palavras de "elogio" e de "reconhecimento" ao trabalho dos professores que ouviu de D. Jorge Ortiga.

"Se há coisa que os professores não têm tido nesta legislatura do Governo são palavras de reconhecimento. Têm tido algumas palavras de desconsideração, que estão também na base da indignação", recordou.

in RTP on-line - ler notícia


sábado, 22 de novembro de 2008

A Igreja Católica e a avaliação dos docentes

Padre Querubim pede novo regime de avaliação
20-11-2008 1:14

Não é só uma questão de avaliação, mas é também um problema de desconsideração dos professores. A crítica é do representante da Conferência Episcopal Portuguesa no Conselho Nacional de Educação.

Diz o padre Querubim Silva que, em muitos casos, os docentes estão a optar pela reforma antecipada por não suportarem mais este clima de guerrilha instalado pela ministra da Educação.

Por isso, o padre Querubim dá razão aos professores no confronto com Maria de Lurdes Rodrigues.

Mais do que fazer correcções no modelo em causa, esta ocasião devia ser aproveitada para elaborar um novo texto sobre a avaliação dos professores.

O representante da Conferência Episcopal fala em sobrecarga burocrática e fala em falta de critério na escolha dos avaliadores. Por isso pede “cabeça fria”.


PS - Se vozes de burro não chegam ao céu, talvez as vozes do céu (há que dizer que este Senhor é um Querubim...) cheguem aos burros...!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

A Conferência Episcopal Portuguesa e os Professores

Afirmou o porta-voz da Conferência Episcopal
Bispos consideram "muito difícil" tarefa dos professores hoje
02.04.2008 - 15h58


"De paixão, a Educação passou a histeria", diz D. Carlos Azevedo

Os bispos católicos portugueses consideram "muito difícil" a tarefa dos professores actualmente e estão interessados em contribuir para ajudar aqueles profissionais no seu papel de educadores.

"É muito difícil ser professor, dado o contexto económico, social, o multiculturalismo, a falta de identidade, a falta de uma fundamentação antropológica do sistema educativo", disse hoje aos jornalistas o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Carlos Azevedo, num intervalo dos trabalhos da Assembleia Plenária do episcopado, a decorrer em Fátima.

"É muito mais difícil ser professor hoje que há uma década atrás e não é por acaso que alguns professores universitários pedem a reforma mal podem, às vezes com prejuízo pessoal", acrescentou o prelado, para caracterizar "todo o ambiente" em torno da educação.

"De paixão, a Educação passou a histeria", disse ainda D. Carlos Azevedo, recorrendo a uma expressão utilizada pelo ex-secretário de Estado Joaquim Azevedo, que esta manhã reflectiu com os bispos em torno do tema da educação.

"Merece-nos muito respeito o ser educador hoje. O educador tem um papel muito difícil. E nós queremos ajudar", acrescentou, explicando que o tema voltará a estar em debate na Assembleia Extraordinária da CEP, em Junho.

Por outro lado, os bispos portugueses vão procurar, ao longo do ano, emitir "documentos parcelares" sobre a educação.

(...)

in
Público - ler notícia