sexta-feira, 21 de novembro de 2008
terça-feira, 6 de maio de 2008
E já agora ler Weber e Landes
Ontem, Marcelo Rebelo de Sousa recordava o dito espirituoso que postula que «os números podem ser torturados até dizerem tudo aquilo que queremos que digam».
Hoje é José Manuel Fernandes que nos lembra que os números não passam de representações, quantas vezes manipuladas, de uma realidade que amiúde alguém gosta de mascarar.
Comparar Portugal e a Finlândia, sacar dos resultados dos testes PISA e das fórmulas mágicas da OCDE - alguém se lembrará que há 50 anos que andamos de forma intermitente e infrutífera atrás das suas recomendações, desde o velho Projecto Mediterrâneo de final dos anos 50? - é a forma fácil e demagógica de enfrentar o nosso défice educativo e de desenvolvimento económico.
Difícil mesmo é estudar as diferenças de trajecto cultural e histórico dos dois países, perceber o que os separa e não pretender aplicar modelos pré-formatados a realidades diferentes.
Felizmente José Manuel Fernandes vai percebendo isso. Tomara eu que os cinzentos, cinzentinhas e cinzentões da 5 de Outubro e de São Bento percebessem isso de igual modo.
E que mais do que os citados Huntington ou Fukuyama, lessem muito Max Weber, pelo menos em dose próximas do Marx, Althusser, Bourdieu e Foucault (bem, sei que esperar que tenham mesmo lido este já é pedir muito…) mal lidos nos anos 60 e 70. E que lessem David Landes para terem um lampejo de compreensão que não se fazem omeletas com rolhas de cortiça.
in Blog A Educação do meu Umbigo, post de Paulo Guinote sobre texto de José Manuel Fernandes no Público
quarta-feira, 23 de abril de 2008
quinta-feira, 10 de abril de 2008
O faz de conta razoavelmente bem desmontado
Só faria um reparo a este texto de José Manuel Fernandes: nem tudo ficou na mesma porque temos como consequência de toda esta embrulhada o congelamento efectivo da progressão na carreira dos docentes em 3 a 5 anos, conforme os casos.
Se a ideia era castigar o demérito, nem que fosse de 5 a 10% dos docentes, porque fomos todos castigados desta forma?
Porque não actuou a IGE sobre quem deveria?
Porque o congelamento foi formalmente de mais de 2 anos, mas com os reajustamentos nos escalões da carreira isso implica que, em média, todos os professores tenham visto a sua progressão perder, em média, cerca de 4 anos.
O mérito foi recompensado e reconhecido?
A quem?
A absolutamente ninguém excepto à meia dúzia de Professores do Ano, nas suas diversas modalidades, que passaram a ter assento garantido em imensos eventos.
Será que só tivemos esses professores de excelência desde Agosto de 2005?



