domingo, 18 de janeiro de 2009

Há escolas onde já é proibido colocar textos de crítica à política educativa nas salas de professores

Na Escola Secundária Poeta António Aleixo, em Portimão, a pressão para entregar os OI sob a ameaça de não ser aceite a auto-avaliação e se perderem 2 anos, tem levado a muitas divisões. Enfim, falta de verticalidade à parte, um colega fez um panfleto para apelar à greve, tendo colocado alguns exemplares, em A5, sobre as mesas da sala de professores, no dia 14 de Janeiro. Então não é que, no conselho pedagógico de 5ª feira, dia 15/1/09, a actual directora do CNO, ex vice-executiva de Luís Correia, se queixou do "tom" do papelucho e o actual presidente da comissão administrativa provisória proibiu deixar qualquer papel estranho ao serviço sobre as mesas?! Não o fez por escrito. Incumbiu os coordenadores de departamento de passarem a mensagem aos súbditos. Nada de conversas de blogues, nem artigos de opinião, ou jornalecos, só notícias (da câmara municipal ,PS, pois então) ou cultura. Força para todos os colegas que insistem em manter a unidade, apesar das contrariedades. Dia 19 de Janeiro vamos parar a escola.

Professora da Escola Secundária Poeta António Aleixo, Portimão, devidamente identificada

Comentário
Este caso não é, infelizmente, único. Tenho recebido vários e-mails a relatar casos semelhantes. Deixo aqui uma sugestão aos jornais nacionais: investiguem este caso. Isto está a passar-se em algumas escolas públicas portuguesas e é uma violação da liberdade de expressão.

in Blog ProfAvaliação - post de Ramiro Marques

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