sábado, 8 de março de 2008

A Manifestação de Leiria em fotos

Para mais tarde recordar, aqui ficam as fotos da manifestação de Leiria, em 03.03.2008:






Amanhã haverá mais e melhores fotos (da maior manifestação de sempre de professores, em 08.03.2008, em Lisboa).

membros do executivo de Sócrates «ainda não perceberam que não têm nenhum mandato divino»




Alegristas contra «diabolização» dos professores



O Movimento de Intervenção e Cidadania, constituido por apoiantes de Manuel Alegre, publica hoje no seu site um editorial com violentas críticas à política educativa do Governo. Para o MIC, os membros do executivo de Sócrates «ainda não perceberam que não têm nenhum mandato divino». »Leia aqui o editorial«


Posição de Manuel Alegre sobre as visitas da PSP às Escolas

A ida da polícia a várias escolas em vésperas de uma manifestação nacional de professores tem de ser rápida e cabalmente esclarecida.

É preciso saber quem foi, quem mandou e para quê. Não bastam explicações administrativas, exige-se uma resposta política de acordo com a tradição democrática do Partido Socialista e sem transferência de responsabilidades de cima para baixo.

Caso contrário, algo não estará certo nesta democracia, pela qual somos todos responsáveis. Sobretudo aqueles que por ela lutaram e aqueles a quem, como aos órgãos de soberania e, em especial, ao senhor Presidente da República, cabe garantir os direitos e liberdades dos cidadãos.


[Manuel Alegre, 07.03.2008]

A PSP, a manifestação, as "ordens" e a liberdade

Polícia esteve pelo menos em quatro escolas
Escola das Caldas da Rainha também recebeu visita da PSP
07.03.2008 - 11h17 PÚBLICO

A PSP esteve ontem também a Escola Dom João II, nas Caldas da Rainha, o que eleva para quatro o número de estabelecimentos que se sabe terem sido visitadas por esta corporação em vésperas da manifestação de professores marcada para amanhã em Lisboa.

Foi a PSP das Caldas da Rainha, que reporta ao comando distrital de Leiria, que se dirigiu àquele estabelecimento de ensino.

Já tinha sido também noticiado que ontem a PSP esteve na Escola Clara de Resende, no Porto, e também na EB 2,3 Clara de Resende, em Ourém, e na secundária da mesma localidade, a indagar sobre quantos professores iam à manifestação.

Não se sabe se a polícia terá visitado mais escolas com este objectivo, pois não há conhecimento de um levantamento exaustivo a este tipo de situações.

Esta iniciativa de ontem na PSP causou indignação junto dos professores, que viram nesta iniciativa uma “manobra de intimidação”, e deu origem a uma reacção crítica do PCP.

O líder comunista, Jerónimo de Sousa, afirmou: “O comando não age de conta própria, acho eu. Creio que essa vigilância tem um conteúdo securitário que não se justifica, citado pela Lusa.

Mas o PS, através do seu porta-voz do PS, Vitalino Canas, considerou que a PSP está “simplesmente a cumprir as suas funções” no sentido de garantir a segurança, ao pedir informações sobre número de professores que vão participar no protesto de sábado.

in Público - ler notícia

sexta-feira, 7 de março de 2008

8 de Março de 2008 - operacionalização

Manifestação de professores amanhã corta trânsito entre o Marquês de Pombal e a Praça do Comércio
07.03.2008 - 18h46

A PSP de Lisboa divulgou hoje as restrições ao trânsito que terão lugar amanhã entre a Praça Marquês de Pombal e a Praça do Comércio, a partir das 14h30, por causa da manifestação de professores.

Tendo em conta o número de participantes divulgado pela Fenprof, entre 60 e 70 mil manifestantes, o acesso ascendente à central da Av. da Liberdade será cortado desde os Restauradores até ao Marquês de Pombal (excepto para os autocarros da Carris), enquanto que no sentido descendente as vias cortadas vão desde o Marquês até à Rua Alexandre Herculano.

Aquando do início do desfile serão também isolados os Restauradores e o Rossio, mantendo-se a interdição até ao final do protesto. Também o trânsito na Praça do Comércio se manterá condicionado até ao final da concentração, sendo que todos os condutores (incluindo os transportes públicos) são instruídos a inverter a marcha no Rossio.

No início da concentração, os transportes públicos estão impedidos de aceder à rotunda do Marquês de Pombal, sendo que no final do desfile na Praça do Comércio, os autocarros que percorram aquele itinerário ficam na Praça D. Pedro V, no Cais do Sodré e junto à Estação Fluvial Sul/Sueste.

Como alternativas à circulação na Praça Marquês de Pombal, o Comando Metropolitano da PSP avança que o trânsito que desce a Avenida Fontes Pereira de Melo será desviado para o Túnel do Marquês e para a Avenida António Augusto de Aguiar em direcção à Praça de Espanha.

As viaturas que se desloquem pela A5 têm como alternativas o túnel do Marquês de Pombal, a Rua Artilharia I e a Rua Castilho. Quem circula na Avenida Infante Santo em direcção ao Largo do Rato deverá seguir pela Rua Escola Politécnica e pela Rua Castilho.

As alternativas à circulação pela Praça do Comércio para quem segue pela Marginal de Cascais são a Rua do Alecrim e, em caso de saturação da Avenida 24 de Julho, a Avenida Infante Santo.

O trânsito que vem pela Avenida Infante D. Henrique em direcção à Praça do Comércio será desviado no viaduto da Avenida Mouzinho de Albuquerque em direcção à Praça Paiva Couceiro.

Aliado ao fluxo de pessoas surge também o elevado número de autocarros em que a grande maioria dos manifestantes se fará transportar. Assim, de modo a facilitar a circulação e o escoamento dos cerca de 600 autocarros esperados, o seu estacionamento foi dividido em duas zonas.

Os autocarros provenientes das zonas Norte e Centro do país serão encaminhados, após deixarem os manifestantes na Alameda Cardeal Cerejeira, para a Avenida 24 de Julho, servindo o Parque de Algés junto à Doca Pesca como alternativa de estacionamento a este local.

Os autocarros oriundos da zona sul do país deslocar-se-ão para a Avenida Infante D. Henrique, onde estacionarão ocupando a faixa BUS no troço entre a Praça do Comércio e a Estação de Santa Apolónia, aguardando aí até ao final da manifestação.

in Público - ler notícia

Ponto de Encontro de colegas do Movimento Cívico

Como muitos vão de autocarro e alguns de carro próprio, seria bom que quem quisesse ir em conjunto ou que queira conversar connosco tivesse um ponto de encontro, já em Lisboa. Assim decidimos encontrar-nos na Avenida da Liberdade, junto ao n.º 266 (edifício do DN - Diário de Notícias).

Para os menos conhecedores de Lisboa, eis um mapa (interactivo - podem mexer e colocar até o vosso ponto de partida para verem o percurso):


Ver mapa maior

Sugere-se ainda que venham munidos de algumas Petições e tentem obter algumas assinaturas nos tempos mortos do nosso protesto...

Candidatura a Ministro da Educação

Exmo. Sr. Primeiro-Ministro:

Venho, por este singelo meio de comunicação, candidatar-me ao digníssimo posto de Ministro da Educação. O momento é oportuno porque:

a) Provavelmente, a imagem da ministra começa a não ser tão radiante como outrora e, tal como uma doença contagiosa, a coisa pode alastrar.

b) Nada melhor para a imagem do Primeiro-Ministro, do que, num momento sensível como este, colocar no poleiro-supremo da educação um professor do Ensino Básico e Secundário, que lida todos os dias com os seus alunos e conhece os “cantos à casa” no que à escola portuguesa diz respeito.

Além da oportunidade do momento, há outros factores que poderá ter em conta ao ponderar a minha candidatura:

1. Eu não me importo nada de ir para a praça pública denunciar, à boca cheia, a existência em funções de maus professores. Faço-o, por conhecimento de causa, mas acompanho sempre a denúncia com uma estimativa por alto da quantidade em causa. Não pretendo que a opinião pública caia na brejeirice de pensar que há muitos maus professores. São poucos, numa percentagem pequena, mas existem.

2. Eu não tenho problemas em assumir, publicamente, que o Estado não tem dinheiro para pagar os ordenados dos professores, em especial os dos últimos escalões, e que, por isso, é necessário criar um mecanismo de progressão na carreira que afunile o acesso. Por questões financeiras, claro. Assumidamente.

3. Eu quero um novo sistema de avaliação dos professores, que permita afastar do sistema os realmente maus professores e, já agora, que possa premiar, de alguma forma, os realmente bons professores, os que estão bem acima da média e que devem ser um exemplo para os outros. Assim, poderá acabar o seu mandado descansado.

4. Eu quero que esse sistema de avaliação esteja ao alcance de qualquer professor, que seja realista, e que não traga escondidas estratégias para influenciar negativamente a qualidade do serviço prestado pelo professor em função de necessidades estatísticas urgentes. Acima de tudo, o resultado da avaliação tem que depender, em exclusivo, da prestação do professor, e não de aspectos alheios.

5. Eu quero que as consequências do nosso sistema educativo sejam palpáveis, efectivas e sólidas, em vez de meros números nas “estatísticas para inglês ver”. Em vez de resultados numéricos fáceis, quero tirar realmente o país da cauda da Europa, através da base de tudo: a educação. Os empresários, os empregadores, devem sentir orgulho nos jovens que saem das escolas.

6. Eu quero que a sociedade seja, também, responsabilizada pelo que se passa na escola. As areias na engrenagem têm que ser identificadas, chamadas à atenção e, caso necessário, penalizadas. O dinheirão que o Estado gasta com a educação não é para ser deitado ao lixo por famílias que são completamente indiferentes ao papel importante da escola, à necessidade de proporcionar educação e formação aos seus descendentes, e ao seu próprio papel junto das crianças e jovens.

7. Eu quero colocar um ponto final no disparate dos infindáveis decretos, leis, portarias e despachos que tornam a legislação do sistema educativo português num pantanal desagradável, intragável e ineficiente. É um disparate divertido para quem está do lado de fora duma escola, acredito, mas não passa daí. Para as escolas, são uma fonte de más interpretações, atropelos, muito tempo perdido e dúvidas sem fim. Quero um Simplex na Educação, sim.

8. Eu quero aliviar a carga burocrática das escolas e de toda a estrutura do Ministério da Educação. Mas, principalmente das escolas. As longas reuniões para produzir papéis sem sentido e eficácia, devem ser substituídas por momentos de trabalho em equipa para produzir recursos e materiais para as aulas e para os alunos. Em vez de a avaliação dos professores valorizar os papéis sem sentido, deverá valorizar os recursos e os materiais para trabalhar directamente com os alunos.

9. Eu quero acabar com a ideia que passa na opinião pública de que os professores não trabalham e passam muito pouco tempo na escola. Resolve-se com um investimento em espaços e equipamentos, para que os professores possam passar as suas justas 35 horas de trabalho dentro da escola, com as condições de trabalho necessárias. Já há muitos professores a desejá-lo, porque só assim se eliminará essa imagem preconceituosa que parte da sociedade tem. Tal mudança envolve muito dinheiro, mas é por uma boa causa.

10. Eu quero assumir-me, enquanto Ministro da Educação, como defensor supremo da escola pública portuguesa, posicionando-me na primeira linha de denúncia e indignação quando alguma peça do sistema é atacada ou fragilizada. Agressões físicas ou verbais a qualquer membro das comunidades educativas, serão imediatamente condenadas e os autores perseguidos e penalizados. A indisciplina, ainda que ligeira, é para ser combatida e aniquilada, a bem da missão da escola. A Segurança Social será altamente pressionada para actuar imediata e eficazmente em todos os casos de deficiente prestação parental denunciados pelas escolas. As boas prestações dos alunos devem ser, por regra, enaltecidas e premiadas, enquanto que as más prestações por má vontade deverão causar mal-estar nos seus autores e nas respectivas famílias.

Esperando ter merecido, de vossa excelência, a atenção devida na leitura desta fundamentação, termino com os meus melhores cumprimentos,

Pedro Monteiro
Professor de Matemática do Ensino Básico e Secundário
http://pedro-na-escola.blogs.sapo.pt/

Carta à Srª Ministra

Diz a senhora que os professores não terão dificuldades em proceder a este processo de avaliação porque "os professores passam a vida a avaliar os seus alunos e por isso percebem muito de avaliação".

Pois é senhora! É precisamente por perceberem alguma coisa de avaliação que não compreendem nem aceitam esta forma de avaliar que a senhora e os seus capangas, serpenteando, lhes querem cuspir à cara!

Costumo apresentar-me aos meus alunos dizendo que sou injusto a avaliar porque sou humano. Digo-lhes, depois, que estou ali, antes de mais nada, para os acompanhar e ensinar e que a avaliação é apenas uma coisa necessária.

Por vezes, perante resultados menos bons, tento identificar as razões do insucesso: são os alunos, os pais, o sistema, a sociedade, a temperatura... eu sei lá!... Mas, muitas vezes, pensando bem, chego à conclusão que a culpa é minha e daí, penso e repenso e vou aprendendo em cada dia a ser Professor.

Mas o que a senhora arranjou agora, com este sistema, foi uma forma de apontar que a culpa é sempre minha!

Que, se houver insucesso escolar, a culpa só pode ser minha!

Que, se os alunos abandonam a escola, a culpa é minha!

Que, se os alunos no fim da escolaridade não arranjam emprego, a culpa é minha!

Que, se os pais não têm tempo para os seus filhos, a culpa é minha!

Que, se o meu colega tem de faltar ou eu adoecer, a culpa é minha!

Que, se a escola não tem condições, a culpa é minha!

Que, se o ensino está desajustado da realidade, a culpa é minha!

Que, se as políticas educativas não resultam, a culpa é minha!

Que, se o estado não tem dinheiro e existe défice, a culpa é minha!

Que, se os portugueses não procriam, a culpa é minha!

Que a culpa é sempre minha!

Pois é, de tanto me baterem, começo a acreditar que a culpa é minha!

Não valho mais que umas grelhas de registo! Não valho nada!

Não passo de um funcionário ao desmando de uns senhores que sabem muito mais que eu! Não passo de um professorzeco!

- Era assim, que me queria, cabisbaixo!?

Não ministreca, eu sou um Professor.
E vou encher Lisboa a 8 de Março!

C. Pedagógico suspende aplicação do Decreto de Avaliação

Caros colegas:

No passado dia 5, na reunião do Conselho Pedagógico da Escola Secundária de Casquilhos (do qual faço parte) este decidiu, POR UNANIMIDADE, "suspender a aplicação do decreto regulamentar 2/2008 (o da avaliação), aguardando a decisão dos tribunais relativamente às providências cautelares interpostas". É interessante notar que a reunião começou com uma proposta "conciliatória" (i.e., querendo cumprir com as orientações do ME por um lado mas da maneira mais "correcta" possível e dando o máximo de margem de manobra aos profs. da escola). Ela propunha que se fizesse "apenas" a avaliação dos colegas contratados (note-se que o ME tem tentado fazer essa manobra, afirmando que os contratados "têm" que ser avaliados até ao final do seu contrato). Mas quando alguém perguntou, inocentemente... "qual é o benefício que os contratados vão retirar disso? Será que vão ser reconduzidos automaticamente, ou ter preferência nas colocações?" - e se percebeu que, de facto, os colegas, avaliados ou não, vão ficar tal como estavam, i.e, sem garantias nenhumas de nada, sem vinculação e continuando super-precários, começámos também a ver que se está a tentar fazer dos contratados "cobaias"... Afinal eles não são professores como os outros? Se forem avaliados, isso não é abrir a porta a que os outros o sejam logo a seguir?A discussão que se seguiu posso dizer-vos que foi muito interessante, e também muito serena. Havia os que afirmavam, "mais tarde ou mais cedo este decreto será aplicado, a única vitória que podemos conseguir é o seu adiamento para o próximo ano lectivo", e os outros (a maioria) que diziam: "Este decreto não é para adiar, e sim para afundar. E nada está jogado definitivamente." Também foi extremamente importante o facto de os coordenadores terem transmitido, não apenas a sua posição pessoal mas fazendo-se mandatados pelos colegas dos respectivos departamentos. "No departamento tal achamos que se deve suspender o processo...", "no meu departamento também", etc.. Em resumo, conseguimos convencer mesmo os "conciliadores" e, no final, a votação foi unânime. Nesse dia houve concentração de profs. no centro do Barreiro (o Conselho Pedagógico até terminou mais cedo para irmos para lá todos!) e é claro que aproveitámos a oportunidade para transmitir aos colegas das outras escolas do concelho a decisão dos Casquilhos. Na conversa com os colegas constatamos que há muitas escolas onde, por medo, seguidismo ou mesmo concordância, os órgãos de gestão (conselhos executivos e pedagógicos) estão a avançar com o processo de avaliação e até a ser "mais papistas que o papa". Está a verificar-se um grande fosso entre a maioria dos profs. nas escolas (as bases) e a gestão (sobretudo conselhos executivos), essa é uma realidade que não podemos ignorar (independentemente do sucesso da manifestação de sábado). A tomada de posição dos Casquilhos é um ponto de apoio importante para todos (note-se que o presidente do nosso CE estava presente no Pedagógico e votou a favor da suspensão, o que significa que estamos todos unidos na escola, da base ao topo). Mas certamente que existem posições semelhantes de outras escolas. Alguém sabe de mais exemplos? Nesta fase do campeonato é importantíssimo conhecermos e publicitarmos todas as posições de resistência. Pela nossa parte (Casquilhos), vamos aproveitar a Marcha de dia 8 para divulgar a posição do C. Pedagógico e apelar a que as outras escolas façam o mesmo. A linha de força é: "suspensão de todo o processo de avaliação nas escolas, primeiro passo para impor a revogação do decreto". Porque essa é a questão central: obrigar o ME (com esta ministra ou outra) a revogar o dec. 2/2008. Uma última achega: fui falar com os 5 colegas contratados que existem na nossa escola, para os informar da decisão do Pedagógico, e eles estão TODOS de acordo, ficaram satisfeitíssimos! Sentem-se muito mais ameaçados se forem avaliados de acordo com este decreto do que se ficarem sem avaliação...

Um abraço para todos, e até sábado

Avaliação do desempenho de professores - Perguntas e respostas

O Ministério disponibiliza no seu sítio perguntas e respectivas respostas. As perguntas são estas:

1.Porque é importante avaliar os professores?
2.Como era o anterior sistema de avaliação?
3.Porque é que se alterou o sistema de avaliação sem ele ter sido avaliado?
4.Quem avalia os professores?
5.O que se avalia no desempenho dos docentes?
6.Como se faz a avaliação?
7.Qem define os objectivos?
8.Que objectivos são considerados?
9.Quantos instrumentos de avaliação existem? É um processo muito burocrático?
10.Porque não se simplifica o processo de avaliação?
11.Quem elabora os instrumentos de avaliação? Quem controla a qualidade das fichas?
12.Porque é que este modelo de avaliação prevê a observação de aulas?
13.Que critérios devem ser considerados na observação das aulas?
14.Há intervenção exterior à escola no processo de avaliação dos professores?
15.Qual a participação dos pais e dos encarregados de educação na avaliação dos professores?
16.Qual a duração do processo de avaliação?
17.Quando começa a primeira avaliação de professores? E quando terá de estar terminada?
18.Faz sentido falar em adiamento do processo de avaliação?
19.Há tempo e capacidade para todos os professores serem avaliados?
20.E os professores e as escolas estão preparados para avaliar?
21.Como pode um professor avaliar um outro que não seja da mesma disciplina?
22.Porque é que os resultados escolares dos alunos são tidos em conta na avaliação dos professores?
23.Como se mede o progresso dos resultados escolares?
24.Considerar o progresso dos alunos vai inflacionar as notas?
25.Qual o peso da progressão dos resultados dos alunos na avaliação dos professores?
26.Ao contabilizar os resultados escolares, os professores de escolas em territórios socialmente desfavorecidos não serão prejudicados?
27.Há dimensões subjectivas na avaliação de desempenho? Por exemplo, como medir “disponibilidade” do docente?
28.Porque existem quotas? Qual a necessidade de definir percentagens máximas para a atribuição de Muito Bom e Excelente?
29.Não deveria o processo de avaliação ser experimentado antes de ser aplicado?
30.Porque é que o Ministério da Educação não negociou com os professores?
31.Se durante estes dois anos forem encontrados problemas no processo de avaliação, o que será feito para corrigir essas situações?
32.Um professor que falte não pode ser considerado excelente? É prejudicado na sua carreira se faltar?

São 32 as perguntas. São 32 as respostas. Cheias de certezas como convém ao discurso oficial. Preferiria outras respostas mais próximas da verdade, da complexidade e das realidades muito heterogéneas. Por exemplo, afirmar sem hesitar que os avaliadores têm tempo e capacidade para avaliar é uma generalização abusiva. Por isso, não verdadeira. Responder que estão preparados, os professores e as escolas, para realizarem este complexo processo porque têm experiência de avaliação de alunos é confundir questões distintas e ignorar o que se passa em muitos contextos. (...)


in Blog terrear, de José Matias Alves (membro do Conselho Científico de Avaliação de Professores) - ler post completo AQUI

Contra a Propaganda e o Ruído...

Concordo Com A Teresa


Contra a Propaganda e o Ruído, o Silêncio é uma arma poderosa e impressionante, quando partilhada por muitos milhares.

Porque mais assustador do que a estridência. Porque mais inesperado. Porque já sabem(os) todos ao que vamos.

silencio.jpg

Post publicado originalmente no Blog A Educação do meu Umbigo

Quem guiará amanhã os nossos passos?

Amanhã iremos mostrar que ainda podemos superar o medo, a afronta e a iniquidade. Amanhã caminharemos juntos, unidos, porque a albarda não nos fica bem (não, não somos burros ou bestas de carga, senhora Ministra...). Amanhã caminharemos juntos porque há que defender Escola Pública, os nossos alunos e os nossos direitos de cidadãos.

Muitos de nós nunca foram a uma manifestação. Por opção pessoal, pelo trabalho que se leva para casa e assim ficaria para segundas núpcias ou por simples comodismo. Mas amanhã, unidos, iremos seguir juntos para mostrar que ainda há Homens e Mulheres livres dentro das Escolas. Iremos colocar o dia 8 de Março de 2008 num lugar único dentro da história da Educação e Ensino em Portugal. E é com o desejo de fazer História que amanhã muitos irão a Lisboa - porque é fácil quebrar o ramo isolado mas o feixe que somos todos nós não vergará!

Como dizia o colega Rómulo de Carvalho, através da boca do poeta António Gedeão, tem de ser! Guie-nos a palavra do poeta no nosso caminho:

Estrela da Manhã



Numa qualquer manhã, um qualquer ser,
vindo de qualquer pai,
acorda e vai.
Vai.
Como se cumprisse um dever.


Nas incógnitas mãos transporta os nossos gestos;
nas inquietas pupilas fermenta o nosso olhar.
E em seu impessoal desejo latejam todos os restos
de quantos desejos ficaram antes por desejar.


Abre os olhos e vai.


Vai descobrir as velas dos moinhos
e as rodas que os eixos movem,
o tear que tece os linhos,
a espuma roxa dos vinhos,
incêndio na face jovem.


Cego, vê, de olhos abertos.
Sozinho, a multidão vai com ele.
Bagas de instintos despertos
ressumam-lhe à flor da pele.


Vai, belo monstro.
Arranca
as florestas com os teus dentes.
Imprime na areia branca
teus voluntariosos pés incandescentes.


Vai.


Segue o teu meridiano, esse,
o que divide ao meio teus hemisférios cerebrais;
o plano de barro que nunca endurece,
onde a memória da espécie
grava os sonos imortais.


Vai.


Lábios húmidos do amor da manhã,
polpas de cereja.
Desdobra-te e beija
em ti mesmo a carne sã.


Vai.


À tua cega passagem
a convulsão da folhagem
diz aos ecos
«tem que ser»;
o mar que rola e se agita,
toda a música infinita,
tudo grita
«tem que ser».


Cerra os dentes, alma aflita.
Tudo grita
«Tem que ser».


in Movimento Perpétuo (António Gedeão)

MANDARAM PERGUNTAR QUANTOS SOMOS... AMANHÃ TERÃO A RESPOSTA


MANDARAM PERGUNTAR QUANTOS SOMOS

AMANHÃ TERÃO A RESPOSTA

quinta-feira, 6 de março de 2008

PSP apresenta os cumprimentos do governo em Escolas do Porto e Ourém

Agentes quiseram saber quantos professores pretendem ir à manifestação
Escolas no Porto e em Ourém questionadas pela PSP sobre participação no protesto de sábado
06.03.2008 - 19h59 Alexandra Barata/Natália Faria

Um agente da PSP do Porto deslocou-se ontem, ao final da tarde, à Escola Clara de Resende, onde questionou uma funcionária sobre a adesão dos professores do estabelecimento de ensino à manifestação que se realiza no sábado. A situação repetiu-se hoje, em Ourém, quando dois agentes da polícia se dirigiram a duas escolas do concelho para apurar quantos docentes pretendem participar no protesto.

Quando, posteriormente, os responsáveis da escola questionaram a PSP sobre o motivo da deslocação, foi-lhes dito que o objectivo era perceber quantas pessoas poderão estar no sábado em Lisboa para poder organizar as medidas de segurança. “Achei estranhíssimo e sem sentido nenhum”, comentou uma docente. O PÚBLICO não conseguiu apurar se a deslocação da PSP se repetiu noutras escolas do concelho. O oficial de dia do comando metropolitano do Porto da PSP recusou adiantar pormenores sobre o assunto.

Também na tarde de hoje, dois agentes da PSP da esquadra de Ourém deslocaram-se a duas escolas da cidade para saber quantos professores iam participar na manifestação de sábado, em Lisboa. O Comando Distrital da PSP de Santarém assegura desconhecer a situação.

O adjunto do comandante da esquadra de Ourém, Basílio Duarte, pediu para transmitir ao PÚBLICO que os agentes se limitaram a “cumprir uma solicitação do Comando de Santarém”, a que a esquadra pertence. Contudo, o oficial de Relações Públicas do Comando Distrital da PSP de Santarém, Jorge Soares, desmente ter sido dada qualquer ordem nesse sentido. “Até parece que estou no 23 de Abril de 1974. Não passaria pela cabeça de ninguém com bom senso dar esse tipo de orientação ou diligência. Acho muito estranho que isso tenha acontecido. Este tipo de atitude não é admissível num estado de direito”, afirma Jorge Soares.

Face à gravidade da situação, o oficial de Relações Públicas acredita que será instaurado um processo de averiguações para apurar o que se passou, por forma a evitar que estas situações se voltem a repetir. “O comando não se identifica com este tipo de comportamentos vergonhosos e que só revelam falta de profissionalismo.”

Confrontado com a possibilidade de a instrução ter sido dada sem o conhecimento do comando distrital, Jorge Soares diz que mesmo que isso sucedesse os polícias têm que saber as medidas legais que devem tomar. “Não vejo que isso se enquadre na missão da PSP.”

Tanto na Escola Secundária de Ourém como na Escola Básica do 2º e 3º Ciclos D. Afonso IV Conde de Ourém, o sentimento reinante entre os professores era de indignação. “Queriam saber quantas camionetas é que iam a Lisboa. Deram a desculpa que era para orientar o trânsito. É evidente que era para nos intimidar. Há muitas formas de matar coelhos”, comenta um dos professores.

“Isto só me dá mais vontade de ir. Vejo nisto uma manobra de intimidação e pressão sobre a classe docente e um total desrespeito pela liberdade de expressão, que ainda é uma conquista do 25 de Abril”, lamenta outra docente, que confessa que já votou muitas vezes no PS, mas não se revê no PS de José Sócrates.

Opinião diferente tem a presidente do Conselho Executivo da Escola Básica do 2º e 3º Ciclos D. Afonso IV Conde de Ourém. Maria de São José Ferreira acredita que os dois agentes pretendiam mesmo apurar quantos autocarros irão sair da escola no sábado para organizar o trânsito e o estacionamento. Afasta, por isso, a ideia de que a intenção fosse intimidar os docentes, mas apenas zelar pela segurança.

Maria de São José Ferreira não esconde, contudo, que tem uma posição diferente em relação à generalidade dos professores, já que entende que os problemas não se resolvem com manifestações e até concorda com algumas políticas educativas do governo. Pelo que o PÚBLICO apurou, a posição da presidente do Conselho Executivo não espelha, no entanto, a posição dos professores.

“A visita da política não teve nada a ver com o trânsito. Teve um carácter intimidatório. Os colegas que estão retinentes possivelmente decidem não ir à manifestação. Mas outros ainda terão mais força. A atitude generalizada é de indignação”, sustenta outro professor.

Os agentes em causa não estavam fardados e mostravam estar pouco à vontade. Aliás, um deles terá mesmo desabafado que nem gostava muito de fazer estas coisas, mas tinham recebido indicações a nível nacional nesse sentido.

in Público - ver notícia

PSP visita escolas para recolher informação sobre manifestação



PSP visita escolas para recolher informação sobre manifestação

Agentes da PSP estiveram, esta quarta-feira, em duas escolas de Ourém para saber quantos professores irão à Marcha da Indignação do próximo sábado em Lisboa. Líder da Fenprof classifica este episódio como «muito estranho e pidesco»

Margarida Davim, SOL Online


Suspensão dos orgãos de gestão democraticamente eleitos

Os professores do Departamento de Línguas e Literaturas, da Escola Secundária D. Maria II, Braga, na sua reunião ordinária de hoje, 5 de Março, abordaram, inevitavelmente, o modelo de avaliação que nos querem impor. Após demorada, participada e viva discussão, os respectivos professores decidiram redigir e aprovar o documento que, de seguida, transcrevo na íntegra:
  • Atendendo a que, sem fundamento válido, se fracturou a carreira docente em duas: professores titulares e não titulares;
  • Atendendo a que essa fractura se operou com base num processo arbitrário, gerando injustiças inqualificáveis;
  • Atendendo a que os parâmetros desse concurso se circunscreveram, aleatória e arbitrariamente, aos últimos sete anos, deitando insanemente para o caixote do lixo carreiras e dedicações de vidas inteiras entregues à profissão;
  • Atendendo a que, por via de tão injusto concurso, não se pode admitir, sem ofensa para todos, que seguiram em frente só os melhores, e que ficaram para trás os que eram piores;
  • Atendendo a que esse concurso terá repercussões na aplicação do assim chamado modelo de avaliação, já que, em princípio, quem por essa via acedeu a titular será passível de ser nomeado coordenador e, logo, avaliador;
  • Atendendo a que, por essa via, pode muito bem acontecer que o avaliador seja menos qualificado que o avaliado;
  • Atendendo a que o modelo de avaliação é tecnicamente medíocre;
  • Atendendo a que o modelo de avaliação é leviano nos prazos que impõe;
  • Atendendo a que o modelo de avaliação contém critérios subjectivos;
  • Atendendo a que há divergências jurídicas sérias relativas à legitimidade deste modelo;
  • Atendendo a que o Conselho Executivo e os Coordenadores de Departamento foram democraticamente eleitos com base nas funções então definidas para esses órgãos;
  • Atendendo a que este processo, a continuar, terá que ser desenvolvido pelos anunciados futuros Conselhos de Escola, Director escolhido por esse Conselho, e pelos Coordenadores nomeados;
  • Nós, professores do Departamento de Línguas, da Escola Secundária D. Maria II, não reconhecemos legitimidade democrática a nenhum dos órgãos da escola para darem continuidade a um processo que extravasa as funções para as quais foram eleitos;
  • Mais consideram que:
    • Por uma questão de dignidade e de solidariedade profissional, devem, esses órgãos, suspender, de imediato, toda e qualquer iniciativa relacionada com a avaliação;
    • Caso desejem e insistam na aplicação de tão arbitrário modelo, devem assumir a quebra do vínculo democrático e de confiança entre eles próprios e quem os elegeu, tirando daí as consequências moralmente exigidas.


Notas:

1 – Dos 22 professores presentes, 21 votaram favoravelmente e 1 votou contra:

2 – Para além de darem conhecimento imediato deste documento aos órgãos, ainda democráticos, da escola, os professores decidiram dá-lo a conhecer a todos os colegas da escola;

3 – Decidiram também dar ao documento a maior divulgação pública possível, e enviá-lo directamente para outras escolas e colegas de outras escolas;

4 – Pede-se a todos os professores que nos ajudem na divulgação deste documento, e que o tomem como incentivo e apoio para outras tomadas de posição;

5 – Este documento ficou, obviamente, registado em acta, para que a senhora ministra não continue a dizer que nas escolas está tudo calmo, e que só se protesta na rua;

6 – A introdução e as notas são da minha exclusiva responsabilidade;

7 – Tomo a liberdade de agradecer com prazer aos professores da Escola Secundária D. Maria II, Braga, e principalmente às mulheres, as mais aguerridas, pelas posições firmes que têm assumido, e por rejeitarem qualquer outro lugar que não seja a linha da frente da luta pela dignidade docente. É um orgulho estar entre vós.

António Mota
Escola Secundária D. Maria II, Braga

8 de Março de 2008

Prece

Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.

Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.

Dá o sopro, a aragem - ou desgraça ou ânsia -
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistemos a Distância -
Do mar ou outra, mas que seja nossa!

Fernando Pessoa, Mensagem

Dia 8 - Silêncio?

Ora aqui está uma proposta interessante para a Manifestação de Professores do dia 8 de Março de 2008 em Lisboa, feita pela colega Teresa Martinho Marques do Blog tempo de teia:

Será a minha segunda presença num encontro com estas características (a primeira foi em Setúbal, dia 1).
Vou, tal como em Setúbal, participar em silêncio.

Parece-me que uma manifestação de milhares em silêncio seria bem mais eloquente que uma com gritos de ordem. O silêncio como forma máxima de expressão de indignação tem mais poder do que qualquer "som"...

Se entenderem que sim, passem a palavra...

in tempo de teia - ler post completo

Documento de professores da Ericeira

Exmo. Senhor Presidente do grupo parlamentar do Partido …

(para entregar a todos os partidos com assento na Assembleia da República)

Os professores abaixo-assinados vêm denunciar o desmantelamento da Escola Pública Democrática e dos seus ideais fundados nos princípios da Declaração Universal dos Direitos do Homem, objectivo perseguido e estruturado pelo actual Governo através da aprovação de um conjunto de diplomas legislativos sucessivos, aparentemente independentes, mas que encadeados alcançam o resultado premeditadamente previsto. Relembremo-los a Vossas Excelências.

Decreto-lei 15/2007 - Estatuto da Carreira Docente, que a divide de uma forma maquiavélica, fazendo surgir de um lado, o professor titular e, do outro, o professor, tendo como objectivos:

1 – Criar uma estrutura fracturante que, através de uma hierarquização, estabelecida num critério de pura oportunidade, desmantela a curto e médio prazo, o sistema de eleição dos professores pelos seus pares para diversos órgãos, dando lugar à escola do pensamento único, imposta no terreno pelo Poder do momento, através de uma estrutura hierarquizada.

2 - Reduzir custos necessários, sacrificando o papel da escola e do professor na escola e na sociedade, a coberto de uma falácia, a de poder anunciar um padrão remuneratório para o professor, a partir daquele que está estabelecida apenas, para o titular.

3 – Contribuir para o progressivo empobrecimento económico do professor, com reflexo no seu papel social na comunidade, diminuindo-o no desempenho pleno das suas funções.

4 – Alterar o papel da escola na comunidade, subordinando princípios estruturantes de uma sociedade, como o de fazer da Educação a alavanca da preparação dos jovens para o futuro, através do exercício da liberdade e de responsabilidade na descoberta do saber, por dimensões redutoras, de serviço obrigatório a custo mínimo e de forma a permitir o cumprimento de objectivos estatísticos para europeu ver.

5 – Como meio instrumental para obter os desígnios acima enunciados, levar a cabo uma classificação do professor, através do seu nível superior hierárquico meramente conformadora de uma estrutura piramidal e não, como defendemos, numa hetero-avaliação inserida numa perspectiva formativa que se quer permanente e ao longo de toda uma vida, postura que deve servir de padrão para toda a comunidade, e na prossecução de uma necessidade que é colectiva e comum: a elevação educacional, cultural e social de uma comunidade através da preparação das gerações futuras.

Antes que a noite escura caia sobre as Escolas...

Irei, como uma esmagadora maioria dos docentes portugueses, estar presente, pela primeira vez em corpo e alma, na Manifestação de Professores de Lisboa, no sábado, dia 8 de Março de 2008. Muitos estarão só em espírito connosco - há a família, os testes, a nova legislação para ler, os comprimidos que nunca mais fazem efeito, a lida da casa, os compromissos familiares, o medo, mas mesmo assim, no sábado, seremos todos um só.

Porque é a longa noite que nos querem impor e em que querem mergulhar a Escola Pública, há que recordar que a Escola actual, com todas as suas falhas e insuficiências, é um local democrático em que se ensina democracia ao vivo. E fartos de prepotências, de ditadorzecos, de aldrabices e de mentiras, estamos todos nós.

Assim, antes que a noite caia e nos cale a todos, permitamos que a música mostre a minha e nossa revolta...

Sun Goes Down (David Jordan)

Open your eyes coz another day is dawning,
Children of the night , can you hear them all calling.
Stars open up and an angel starts falling,
Listen to their beats, can you hear them hollering

Start in the morning, through to the evening
Dance like you’re the only one around
Move like you want it
Grove like you need it,
Dancing it up till the sun goes down

Free your mind coz tonight we’re gonna break it down
Shake make it funky down
Get so high as the toxins in your body
Are the bass and the drums and the ra, ra, ra
We’re right on time, & all is fine
If you’ve lost your senses here have mine and..

Lose yourself in the time you awake wait till the evening time
‘till the sunshine breaks.

Ahh Common
Open your eyes coz another day is dawning,
Children of the night , can you hear them all calling.
Skies open up and an angel starts falling,
Listen to the beats, can you hear them hollering

Stop in the morning, through to the evening
Dance like you’re the only one around
Move like you want it
Grove like you need it,
Dancing it up til the sun goes down.

Till the sun goes down…

Go Come on for this makes for hysteria
You feelin what we bring to y’all..
Peace and love find yourself gettin down tonight, tonight tonight, tonight

Fire is burning on and theres children in the forest playing
Just come forget this to forget the beats hunting for its prey
Yeaaah… noo noooo ..yeaaaah eeyy..

Till the sun goes down
Till the sun goes
Sun goes down
Sun goes down sun goes down
Sun goes dooooowwn!

Open your eyes coz another day is dawning,
Children of the night , can you hear them all calling.
Skies open up and an angel starts falling,
Listen to the beats, can you hear them hollering

Stop in the morning, through to the evening
Dance like you’re the only one around
Move like you want it
Grove like you need it,
Dancing it up till the sun goes down



in Blog Geopedrados - post de Fernando Martins

Todos à marcha da Indignação - Lisboa


O Movimento Cívico - Em Defesa da Escola Pública -
apela à participação de todos na manifestação de Lisboa

DESMENTIDO DE TÍTULO DE JORNAL DE LEIRIA

DESMENTIDO DE TÍTULO DE
JORNAL DE LEIRIA

O Movimento Cívico - Em Defesa da Escola Pública - desmente o título Movimento Cívico demarca-se da FENFROF, relativo a uma pretensa notícia, publicada pelo Jornal de Leiria, na sua edição de hoje, o qual não corresponde a qualquer declaração de membros do movimento.

Os movimentos cívicos têm objectivos diferentes de um sindicato, mas neste momento tão grave para a vida democrática das escolas, são manifestamente complementares dos da manifestação unitária que irá decorrer em Lisboa, no sábado, 8 de Março.

Aliás o título não tem qualquer sustentação com o conteúdo da notícia, procurando retirar, abusivamente, ilações políticas.

O Movimento convida todos os professores e cidadãos a participar activamente na manifestação do dia 8 de Março, apoiando decididamente todos os esforços para a sua realização.

Estratégia da supressão da memória...

FORAM ATINGIDOS OS LIMITES DO CINISMO

"Perante a crescente onda de contestação, os governantes não se interrogam sobre as razões de ser de tal facto (bem as conhecem!), usam a estratégia da supressão da memória: apagar os factos como se nada tivesse acontecido."

(...)
Que significado têm as afirmações da Senhora Ministra da Educação quando afirmou que tinha perdido os professores mas conquistado a população? Como é possível esquecer que os professores também são população? Como é possível esquecer que os professores também são pais? E sobretudo como é possível esquecer ou pretender ocultar que a razão de ser da vida de todo o professor é um trabalho que não é maquinal mas existencial, que os professores têm como preocupação primeira o desenvolvimento integral do ser humano e que a sua competência é justamente essa?
José Jorge T. Mendonça

quarta-feira, 5 de março de 2008

A questão central , por José Manuel Silva


Com os professores na rua e uma boa parte da opinião pública a mostrar compreensão pelos protestos, mesmo alguma da intelligentia como ainda ontem se viu no Prós e Contras, o Ministério da Educação está em campanha para mostrar "a obra" e criar ruído.

Naturalmente que nem tudo tem sido mau, eu próprio nalguns posts o tenho reconhec ido, e não vale a pena ter visões maniqueístas da realidade, podemos discordar de algumas medidas mas saber reconhecer os aspectos positivos que também os há.

Mas a questão não é essa, isso é querer lançar uma cortina de fumo sobre o essencial, a "questão central" como gosta de dizer Valter Lemos é a forma completamente inábil para não dizer despudoradamente acintosa como os professores têm sido tratados desde o início do mandato desta equipa do ME.

Jamais esquecerei uma das primeiras reuniões em que participei enquanto DREC, com todo o estado maior do Ministério, em que logo os professores foram o "bombo da festa" e tendo eu chamado a atenção para a necessidade de a Ministra dar uma palavra de incentivo aos colegas a Sr.ª me ter respondido que os "professores queriam era que andassem com eles ao colo", o que me levou a ripostar em tom de brincadeira se ela às vezes não gostava também de um "colinho". A gargalhada geral não disfarçou o tom de crítica severa aos professores, apesar de quase todos à volta da mesa serem, ou terem sido, professores.

O que neste momento está em causa não é a obra do ME, é o grito de revolta de uma classe farta de ser ofendida e humilhada e como disse outro dia Marcelo Rebelo de Sousa se há coisas positivas para mostrar, o que não teria sido possível fazer se em vez de se estar contra os professores, se tivessem os professores como aliados. Esta é que é a verdadeira "questão central".

terça-feira, 4 de março de 2008

Manifestação Nacional em Lisboa


A que ponto chegou o desespero no Ministério...!

Educação:Governo assumirá "todas as responsabilidades" se houver queixas contra escolas que iniciaram avaliação - ministra
4 de Março de 2008

Lisboa, 04 Mar (Lusa) - A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, afirmou hoje que o Governo assumirá "todas as responsabilidades" caso os sindicatos apresentem queixas nos tribunais contra as escolas por terem iniciado o processo de avaliação.

"O Ministério da Educação assume todas as responsabilidade pelas orientações que dá às escolas", afirmou Maria de Lurdes Rodrigues no final da conferência de imprensa de apresentação do relatório nacional de "Organização do Ano Lectivo 2007/08".

As declarações da ministra da Educação surgem na sequência de um esclarecimento da Fenprof enviado segunda-feira às escolas sobre a avaliação de desempenho dos docentes.

No documento, o sindicato reitera que apresentará queixa nos tribunais se os conselhos pedagógicos das escolas aprovarem, por exemplo, instrumentos de medida da avaliação ou os objectivos individuais dos docentes, por considerar que estes procedimentos estão suspensos na sequência da aceitação das providências cautelares apresentadas.

Para a ministra da Educação, estas "ameaças" do sindicato são "actos desesperados de quem já não sabe o que fazer".

"Não são legítimos nem bem-vindos neste quadro actos desesperados por parte dos sindicatos, ameaçando as escolas de que as vão processar e os próprios professores que estão a fazer a avaliação", sustentou.

Maria de Lurdes Rodrigues assegurou que estão reunidas todas as condições para que as escolas façam o seu trabalho, adiantando que muitas já o iniciaram e que o processo está a decorrer nas escolas com "toda a tranquilidade".

"Aquilo que a Fenprof diz compromete apenas a Fenprof", frisou, reafirmando que "as escolas têm uma dependência do Ministério da Educação e não dos sindicatos".

Presente na conferência de imprensa, o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, acrescentou que não há nenhuma decisão do tribunal sobre o processo de avaliação, "apesar de todas as tentativas de precipitação de uma decisão que os sindicatos tomaram" e por isso este prosseguirá normalmente.

"O Ministério da Educação assume inteiramente a responsabilidade por esta posição, transmite orientações às escolas neste sentido e estas estão vinculadas ao cumprimento dessas orientações", referiu.

Nesse sentido, acrescentou, terão todo o apoio do Ministério da Educação para o caso de serem introduzidos quaisquer procedimentos judiciais relativamente a decisões que tenham de tomar no cumprimento dessas orientações.

Para a ministra da Educação, "não tem sentido, por um lado, criticar o ministério, dizendo que é excessiva a sua intervenção em matéria de avaliação, e por outro querer que o ministério esteja permanentemente a regular e a dar orientações às escolas".

in Notícias SAPO - ler notícia

A Contra-Informação vem aí (e em força)


Apesar de tudo a nossa mensagem está a passar - para os pais, para as famílias, para a opinião pública...

Daí que (altos valores se levantam...) comecem algumas estranhas vozes a dizer coisas inacreditáveis, em tudo quando é meio de comunicação social. É uma repetição pasteurizada do Prós e Contras, são uns textos de opinião de "jornalistas" especialistas em questões éticas (segundo o órgão avaliador de ética dos Jornalistas), são uns senhores políticos mais ou menos afastados do palco a mandarem uns palpites, é o senhor da CONFAP (uma Confederação das Associações de Pais e EE das Escolas generosamente apoiada pelo Ministério da Educação) aos gritos e a ameaçar que processa alguns professores que escrevem na Blogosfera, são uns ruídos estranhos que às vezes se ouvem por aí, são algumas atitudes de quem pode em certos locais de trabalho, é o acesso (e os comentários) de Blogues e sites de professores com assinatura digital muito curiosa...

Significa isto uma só coisa - estamos a incomodar quem precisamos de incomodar. E escusam de nos ameaçar - isto só ainda começou. Juntos venceremos, se nos soubermos unir.

Convem não esquecer que o que está em causa é muito, para nós, para as Escolas, para os Alunos e para nossa sanidade mental. Já não temos quase nada para perder - e o desespero faz maravilhas numa luta como a nossa. Faz até o mais cordato e caseiro professor ir pela primeira vez até uma manifestação, com foi o caso de muitos nos últimos dias e será o caso de muitos mais no dia 8 de Março de 2008.

Sabendo que a verdade e a justiça estão connosco, há que recordar isto aos senhores que nos querem calar: podem fugir mas não se podem esconder!

Vídeo RTP - Manifestação de 03.03.2008

Professores voltam a sair às ruas em protesto
2008-03-03

Os professores voltaram a contestar as políticas do Governo para o sector da educação.

Desta vez foi em Leiria e Évora e as manifestações juntaram perto de quatro mil pessoas.

Vídeo SIC - Manifestação de 03.03.2008

Protestos de professores
Mais de quatro mil docentes saíram às ruas em Leiria e em Évora

Mais dois mil professores manifestaram-se esta segunda-feira em Évora e outros tantos em Leiria. Os docentes criticam os critérios de avaliação e prometem continuar a contestar a política do Governo.

Em Évora, dois mil docentes exigiram a demissão da ministra da Educação.

Em Leiria os docentes prometem continuar a luta contra a política levada a cabo pelo Governo.

Os protestos regionais preparam a marcha prevista para sábado em Lisboa.

Sapateiro a tocar rabecão...

Aprova-se, depois remenda-se... Típico caso de sapateiro a tocar rabecão.

Mas quem é que lhe encomenda mais sapatos?

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PS muda lei da ministra

A maioria socialista deverá aprovar hoje alterações ao novo diploma sobre necessidades educativas especiais (NEE), já aprovado pelo Governo e promulgado pelo presidente da República, criando a possibilidade de estas crianças frequentarem instituições de educação especial, caso os apoios no ensino regular se manifestem "comprovadamente insuficientes".A Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República realiza uma apreciação parlamentar àquele diploma, que define os apoios especializados a prestar na educação pré-escolar e nos ensinos básico e secundário dos sectores público, particular e cooperativo, a pedido do PSD e CDS/PP.De acordo com uma das propostas do PS entregue ontem no parlamento, os intervenientes no processo de referenciação e de avaliação dos estudantes podem "propor a frequência de uma instituição de educação especial", nos casos em que a aplicação das medidas previstas no diploma se revele "comprovadamente insuficiente em função do tipo e grau de deficiência do aluno".

A reforma da Educação Especial, aprovada em Conselho de Ministros, foi já publicada em Diário da República a 7 de Janeiro, com o objectivo de transformar as instituições de ensino especial em centros de recursos materiais e humanos, até 2013, e ter todas as crianças, gradualmente, no sistema de ensino regular.

Diz que é uma espécie de contra-manifestação...

Encontro no Porto destinado a assinalar três anos de Governo
PS marca comício nacional para oito dias depois da marcha dos professores
03.03.2008 - 18h04 Leonete Botelho

O partido do Governo agendou um grande comício nacional para o Porto no próximo dia 15, exactamente uma semana depois da Marcha da Indignação promovida pelos professores, que se vai realizar este sábado em Lisboa.

A decisão foi tomada na reunião do secretariado nacional do PS que hoje se realizou e onde o partido da maioria decidiu ainda agendar, já para este fim-de-semana, reuniões de militantes em todas as federações distritais do país, com a presença de dirigentes nacionais.

Na terça-feira a seguir à marcha de professores, o PS reúne também a sua comissão política nacional. O pretexto é a comemoração de três anos da tomada de posse do Governo Sócrates, mas o objectivo é “mobilizar os socialistas e através deles dirigir-se à sociedade portuguesa” para falar sobre a “agenda de reformas” em curso, explicou Augusto Santos Silva, em conferência de imprensa realizada na sede do partido.

in Público - ler notícia

Protestos em Leiria


Educação: Protestos em Leiria e Évora

Professores obtêm apoio de associações de pais


A contestação ao modelo de avaliação proposto pelo Ministério da Educação levou ontem dois mil professores a manifestarem-se em Leiria, num protesto que pretendeu ser uma “pequena amostra” da Marcha da Indignação marcada para sábado em que prometem “inundar Lisboa, na maior manifestação de sempre de professores em Portugal”.
(...) O protesto de Leiria – que incluiu um desfile pela cidade, com passagem pelo Governo Civil – foi organizado pelo Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC), uma semana depois de outro, de cariz “espontâneo”, que reuniu 800 docentes. Para Mário Nogueira “todos os protestos são importantes, pois têm o mesmo objectivo, o que demonstra uma indignação comum. Somos representativos dos professores mas não somos donos de ninguém”.

em Correio da Manhã On line, por Isabel Jordão / P.G. / E.N., foto de Ricardo Almeida

segunda-feira, 3 de março de 2008

A manifestação de Leiria no Público on-line

Sistema de avaliação dos docentes volta a ser alvo de contestação
Perto de 1500 professores protestam em Leiria contra política do Governo
03.03.2008 - 19h45 Lusa

Perto de 1500 professores concentraram-se hoje em Leiria para protestar contra a política do Governo, nomeadamente a tentativa de impor a avaliação dos docentes ainda neste ano lectivo.

Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, que promoveu o protesto, reafirmou que, no seu entender, "o processo de avaliação está todo suspenso" por decisão judicial. Assim, considerou, as escolas não podem avançar com observações de aulas para avaliar os docentes.

O sindicato promete por isso mesmo mover acções judiciais contra as escolas que promovam observações de aulas ou distribuam fichas de avaliação de docentes, salientou o dirigente sindical.

Segundo Mário Nogueira, os serviços jurídicos da Fenprof estão a preparar "uma queixa contra uma escola (da zona de Lisboa) que tinha os seus cronogramas aprovados e não o podia fazer".

Para o sindicalista, as cinco providências cautelares interpostas em quatro tribunais portugueses suspendem o processo de avaliação pelo que só depois de existir uma decisão judicial final é que o processo estará desbloqueado.

Por seu lado, o Ministério da Educação considera que a aceitação das providências cautelares pelos tribunais não suspende a avaliação de docentes. "Eles [o ministério] sabem que estão a induzir as escolas numa situação que não é regular", reagiu Mário Nogueira.

Em paralelo, o sindicato pediu hoje uma audiência junto do primeiro-ministro na sequência do apelo do Presidente da República para o consenso do sector. "Qualquer via de diálogo com o Ministério da Educação está esgotada" pelo que o "desbloqueamento desta situação" deve passar pelo primeiro-ministro que "tem de assumir as suas responsabilidades políticas", defendeu o secretário-geral da Fenprof.

Sobre a manifestação nacional, agendada para o próximo sábado, Mário Nogueira antecipou que "os professores vão inundar Lisboa", naquela que será a maior manifestação de sempre em Portugal do sector. Ao protesto deverão juntar-se representantes de associações de pais solidárias com o movimento sindical, prometeu Mário Nogueira, rejeitando as acusações da ministra de que os sindicatos estão a orquestrar os docentes.

O dirigente contabilizou em mais de 30 mil o número de professores que se têm manifestado nas ruas na última semana contra a política de Educação do Governo.

Em Leiria, a Fenprof reuniu hoje cerca de 1500 professores que percorreram as ruas do centro histórico, uma semana depois de um outro movimento - organizado de forma autónoma dos sindicatos - ter enchido o cine-teatro local com docentes.

Jorge Batista, um dos promotores do encontro anterior, organizado pelo recém-criado Movimento em Defesa da Escola Pública, esteve também hoje na manifestação da Fenprof e negou qualquer divisão entre professores sindicalizados e não sindicalizados. "Isso é uma ideia completamente errada: temos é diferentes formas de organização que estão a confluir no mesmo destino", explicou.

in Público - ler notícia

ADENDA: Está lá, no final da notícia, um comentário muito interessante, de um leitor que diz chamar-se "Gato Preto"- e que diz assim:

"Segundo sei, os blogs e sites de alguns movimentos de professores estão a ser atacados a partir de computadores de vários ministérios, conforme se pode ver pelos respectivos IP. Ou seja, os assessores, isto é, a "boyada" socretina está a usar meios públicos para fazer contra-propaganda. Se isto não é abuso do poder, então o que será? Depois de gastarem assim o dinheiro do erário público, fecham escolas, hospitais e tribunais por "não haver dinheiro". que cinismo repugnante! Quanto à luta, estive em Leiria e estamos todos cada vez mais determinados. Só pararemos quando Milú, Lemos e Pedreira voltaram para o anonimato de onde nunca deviam ter saído e os professores forem tratados com dignidade e não humilhados, vilipendiados e vistos como inimigos a abater pela tutela. Quando isso acontecer, estamos dispostos a dialogar com quem quer que seja, sobre todos os temas relacionados com a Educação."


Entenda quem quiser a primeira frase deste comentário...

Concentração de Professores - Lamego

O SPRC - FENPROF realiza uma Concentração de Professores, em Lamego, no próximo dia 5 de Março (quarta-feira), pelas 17.00 horas, frente à Escola Secundária Latino Coelho.

Aos professores sobram razões para lutar.

Não faltes!

Para reflectir...ou como a loucura anda à solta pelos lados do ME!


(clicar na foto para aumentar)

E os tribunais para que servem?

Reacção de Lurdes Rodrigues
Observação das aulas arranca em algumas escolas para a semana
02.03.2008 - 13h50 Isabel Leiria

A ministra da Educação reagiu ontem à contestação dos professores, considerando "normal" que estes expressem a sua insatisfação com condições de trabalho que são cada vez mais exigentes: mais tempo de trabalho, mais alunos difíceis, diferentes condições de aposentação e o congelamento das progressões.

"Há factores de insatisfação que se acumularam e agravaram com o receio da avaliação. Mas eu insisto que a avaliação não é contra os professores. Há muita incompreensão nesta matéria", disse Maria de Lurdes Rodrigues.

Sobre o processo da avaliação a ministra esclarece que, apesar das dificuldades, há escolas que têm "muito trabalho feito e algumas começam já na próxima semana com a observação das aulas".

Este é um dos mais importantes passos na recolha da informação para atribuição de uma classificação a cada professor no final do período em avaliação.

in Público - ler notícia
NOTA: Este é post n.º 100 do Blog do Movimento...!

domingo, 2 de março de 2008

Lá estaremos todos, amanhã!

"ENCONTRO" DE PROFESSORES

Leiria – 3 de Março de 2008 (2.ª feira)

17.00 horas – Praça Rodrigues Lobo

Com a presença de Mário Nogueira


O processo de avaliação de desempenho dos professores

Ilustração, roubada ao Blog Fliscorno, da arquitectura do novo modelo de avaliação de desempenho dos professores...

(Clicar para aumentar)

NOTA: Este post é dedicado à malta com IP fixos interessantes que agora começou a frequentar este Blog...

VAMOS CERRAR FILEIRAS, COM TODA A SERENIDADE DOS PROFESSORES

Amanhã todos seremos poucos para mostrar o ponto a que chegou a Escola Pública e a Docência em Portugal.
Assim lá estaremos, para cerrar fileiras, no encontro convocado pela FENPROF, para a cidade de Leiria:

"ENCONTRO" DE PROFESSORES
Leiria – 3 de Março de 2008 (2.ª feira)17.00 horas – Praça Rodrigues Lobo
Com a presença de Mário Nogueira

A Dúvida De Uma Manhã de Nevoeiro

Do Blog A Educação do meu Umbigo publicamos o seguinte post de Paulo Guinote:

Os críticos dos professores acham que estamos contra este modelo de avaliação porque estaremos sempre contra qualquer modelo de avaliação. Que pegamos em detalhes para recusar, recusar, sem nunca defender nada de alternativo em concreto.

Mas talvez fosse bom - e quanto a alternativas já as aflorei em posts há algum tempo - que esses críticos tentassem reflectir sobre alguns aspectos de uma avaliação que parece querer pretender manter os professores em permanente estágio ou ano probatório.

Digam-me, por favor, qual são as funções no sector privado que implicam apresentar todos os anos planificações de trabalho hora a hora como nos querem pedir a nós?

Só para eu entender se não serão os críticos a estar mal habituados!

Porque aos professores pede-se que façam uma planificação, aula a aula, de todo o seu trabalho anual.

No meu caso são cerca de 700 planificações de três disciplinas e duas áreas curriculares não disciplinares distintas.

Uma coisa é termos planos de trabalho, uma agenda do que se vai fazer num dia, numa semana, num mês. Esse é o nosso horário de trabalho, que já temos com as aulas que damos todos os dias, durante a semana.

Outra é querer para todas elas um plano detalhado de execução, como se tudo fosse automatizado: às 10 horas entramos, às 10.05 fazemos o sumário; às 10.10 abrimos o manual e começamos a abordar a vida na Idade Média; às 10.20 lemos o documento 2 e às 10.30 analisamos a figura 27; às 35 os alunos colocam dúvidas; às 10.40, o professor recapitula a matéria e questiona os alunos. Tudo muito direitinho, tudo irreal, tudo absolutamente contrário a um ensino dinâmico e interactivo, atento ao que se passa a cada momento na aula.

Isto para todo um ano de trabalho, todos os anos.

  • Gostava de saber se um médico apresenta o plano do conteúdo das suas consultas, consulta a consulta;
  • Se um juiz ou advogado planificam assim a sua actividade diária;
  • Se um jornalista apresenta diariamente um plano detalhado do que fará, hora a hora.

Uma observação quase recorrente nesses críticos é que os professores nunca levantaram a voz contra o sistema anterior. Só posso falar por mim. Não levantei porque nunca me achei excelente; mas levantei contra forma de trabalhar como a que agora é proposta. E fi-lo não à mesa de um café mas durante a minha profissionalização, em trabalho entregue para a respectiva avaliação. O qual até foi bem avaliado. Com classificação que até ronda o excelente.

Porque o meu modelo de ensino não é a produção em série de autómatos, sejam eles os docentes ou os alunos.

Não esquecer: amanhã há Manifestação em Leiria

Amanhã todos seremos poucos para mostrar o ponto a que chegou a Escola Pública e a Docência em Portugal. Assim lá estaremos, para cerrar fileiras, no encontro convocado pela FENPROF, para a cidade de Leiria:

"ENCONTRO" DE PROFESSORES:

Leiria – 3 de Março de 2008 (2.ª feira)

17.00 horas – Praça Rodrigues Lobo

Com a presença de Mário Nogueira
(Secretário-Geral da FENPROF e Coordenador da Comissão Negociadora Sindical)

Recordando uma frase célebre de Winston Churchill, que, em época de crise e de incerteza (para justificar a aliança de um anti-comunista com a União Soviética de Stalin) dizia: "Se Hitler invadisse o Inferno, eu apoiaria o Diabo", há que lembrar que o tempo é de união entre Professores. E, embora nenhuma das pessoas ou instituições envolvidas nesta luta, entre amigos e inimigos, se assemelhe remotamente com o Inferno ou o Diabo, há que recordar o que está em causa e o que nos une - depois de ganharmos esta guerra teremos tempo que chegue para mostrar como somos desunidos e adeptos dos grupinhos...

E, no dia 8 de Março de 2008, iremos fazer História, participando unidos na maior manifestação de sempre de professores em Lisboa.

Petição e Cartaz

Movimento Cívico
Em Defesa da Escola Pública



PETIÇÃO





Petição a Sua Excelência, o Senhor Presidente da Assembleia da República, manifestando os cidadãos subscritores a sua profunda indignação face aos efeitos que o diploma de avaliação de professores, Decreto Regulamentar 2/2008 de 10 de Janeiro, está a criar nas escolas em consequência do Ministério da Educação insistir na sua aplicação.


******************


Imprime a petição de acordo com as instruções e recolhe assinaturas!

Defende a Escola Pública!

Ser Cidadão é exercer a Cidadania!



NOTA: Ler a primeira folha (que só contem instruções) antes de imprimir. Imprimir numa folha, frente-e-verso, a Petição. Divulgar junto de colegas, amigos e outros (incluindo, se possível, o Cartaz). Enviar as folhas, depois de devidamente preenchidas, para:
APARTADO 1084
2401-801 LEIRIA

Mais TPD

Nestes tempos em que estão a acabar os TPC's (Trabalhos Para Crianças/Casa) e a começar em força os TPD (Trabalhos para Docentes), recordemos aos mais distraídos o que ficou distribuido para fazer em casa (faltando só um voluntário para o distrito de Lisboa...) no que diz respeito à divulgação do Movimento Cívico e da nossa Petição:

  • recolher, por distrito, o nome e e-mail das escolas, bem como dos seus Órgãos de Gestão e/ou outros docentes das mesmas;
  • enviar e organizar e-mail's por grupos, com informação sobre o movimento e a petição;
  • receber os contactos de e-mail, criar pequena base de dados (em Excel) e encaminhá-la para o e-mail do Movimento (em.defesa.da.escola.publica@gmail.com);
  • informar (para o e-mail em.defesa.da.escola.publica@gmail.com) das respostas obtidas e eventuais e-mail's que não funcionam.

Ministra da Educação recusa comentar manifestações de professores e apelo de Cavaco Silva

Depois de mais grandes manifestações de professores em Braga (ler notícia) e em Viana do Castelo (ler notícia) e, de acordo com o Jornal Público,
"A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, recusou-se hoje a comentar as manifestações espontâneas de professores contra a sua política e o apelo à serenidade no sector feito pelo Presidente da República, Cavaco Silva". (ler mais)
Não comenta, já disse que não explica, nunca dialogou. Então o que ainda faz por lá?

sábado, 1 de março de 2008

Já saíram à rua mais de 10 mil professores

Já saíram à rua mais de 10 mil professores

Acesso à categoria de titular, avaliação e alterações à gestão escolar são alguns dos motivos na origem dos protestos desta semana.

Ao longo de três anos de governo, a actual equipa do Ministério da Educação já enfrentou greves em época de exames nacionais, a maior manifestação de professores dos últimos 25 anos, vigílias à porta da 5 de Outubro, semanas de luta.
Mas nunca como agora a contestação às políticas educativas foi tão intensa. (ler mais)
Publico Online, 29.02.2008, Isabel Leiria