"Apoio dos docentes ao acordo com Ministério é «esmagador».
O apoio dos docentes ao acordo alcançado sábado entre os sindicatos e a tutela é «esmagador», estando assim excluído o recurso à greve e a outros protestos que interfiram com as aulas, segundo a plataforma sindical de professores".
Gostaríamos de saber as regras da "quantificação" para que MN diga que há um apoio esmagador. Nós colocamos online as Escolas que rejeitaram o "entendimento". Para haver lisura de processos MN deveria fazer o mesmo.
14 comentários:
Espero bem que os movimentos autónomos dos professores que estiveram na origem das grandes e pequenas manifs que se realizaram antes da marcha em Lisboa e criaram a vaga de fundo para o êxito dessa iniciativa, continuem, senão a luta vai abaixo e há muita coisa a tratar e resolver, desde a avaliação, à gestão, etc, etc... e não será em Junho de 2009, colados às legislativas e autárquicas que vamos conseguir algo.
Há que manter os profes na rua e não lhes dar descanso.
Este entendimento é no mínimo duvidoso e na minha opinião perdemos uma oportunidade unica de vencer este ministerio continuando a lutar mesmo perdendo algumas " conquistas " agora apregoadas para em Setembro continuar quase tudo igual.
Como dizia o outro: é fazer as contas. Se houve reuniões em cerca de 1300 escolas e há 52 que rejeitaram o entendimento... Também não gosto da expressão "esmagador" e acho que a Plataforma Sindical deve considerar muito seriamente a existência de uma significativa discordância. E também não concordo nada com a forma como se coloca a questão: dum lado o MN, do outro o movimento. Os objectivos não são os mesmos?
O que a assinatura do entendimento permite e a não assinatura não permitiria é que:
SOBRE A AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES
- Os contratados que já estavam a ser avaliados e da forma mais diversa, um pouco por todo o lado, alguns com observações de aulas e muitos com a aplicação de inúmeros parâmetros, ficarão pelos que foram alvo de entendimento (e recordo que a autoavaliação não é classificável e que a formação contínua não é obrigatória para os contratados);
- Mesmo as escolas que tinham decidido parar, após a inqualificável pressão e as ameaças feitas pelo ME já estavam a avançar e muitas delas a aprovar procedimentos que iam muito para além dos que ficaram previstos no texto do “entendimento”;
- Ainda que esses procedimentos simplificados, aprovados pelas escolas, fossem estes, teriam de ser validados, ou seja, autorizados pelo ME (DGRHE) e agora já não, pois foram uniformizados;
- Sob pressão e ameaça, muitos órgãos de gestão avançavam para evitar processos disciplinares e, desta forma, já os não terão;
- O modelo de avaliação consagrado em lei aplicar-se-ia e os professores, incluindo os 140.000 a classificar no próximo ano, não teriam qualquer protecção de eventuais classificações penalizadoras que resultassem dos disparates que este modelo contém e, assim, fica salvaguardada a anulação dos efeitos negativos;
- Os Sindicatos estavam excluídos do acompanhamento da aplicação do modelo, que estava reservada ao conselho das escolas, à Inspecção e ao ME, mas agora já não, tendo sido criada uma comissão paritária que terá acesso a todos os documentos das escolas e outros das entidades que acompanharão a implementação. Assim, terão ainda mais informação sobre os aspectos negativos do modelo de avaliação para o combaterem. Esta é uma solução ainda mais favorável do que a integração do conselho científico;
- Esta comissão paritária destina-se a preparar negociações para alteração do modelo, o que não se previa no ECD ou na regulamentação da avaliação. Agora até já tem data previsto e tudo.
Os Sindicatos poderiam prescindir de tudo o que foi conseguido (com enorme dificuldade, dada a recusa do ME em ceder em pontos que considerou capitais), que protege os professores e garante a alteração do modelo, mas não estariam a cumprir o seu papel de defesa dos professores e das escolas. Se não assinarem o entendimento, estarão a deixar que se instale, de novo, a balbúrdia e a confusão e daí resultem prejuízos para os professores, que poderão ser muito graves.
Caro Falcão:
Ainda não fizemos as contas, mas dá para perceber várias coisas:
1. Os sindicatos divulgaram o menos possível o dia D nas Escolas e o seu horário, o horário de chegada de representantes sindicais ou o seu local - porque seria...?
2. Noutras Escolas não houve Plenário nem vontade de o fazer - porque seria...?
3. Muitos professores não leram nada, por falta de tempo, do que o Sindicato fez (o "acordo que não é acordo" - vulgo Memorando de Entendimento) e a Moção que foi para as Escolas. Em algumas Escolas, quando foram lidos e interpretados a votação sofreu uma estranha reviravolta - porque seria...?
4. Muitos, embora com imensas dúvidas, decidiram dar uma última oportunidade aos Sindicatos e fazer frete de aprovar a Moção e o "acordo que não é acordo". Mas expressaram essas mesmas dúvidas e, se as pessoas que lá estiveram não faltarem à verdade, a informação há-de chegar a quem tem de chegar.
5. Outros ainda, embora votando a favor, propuseram imensas alterações ao texto e votaram moções alternativas para tentar não dividir o que agora se dividiu.
Quanto à sua contabilidade (feita com números alheios) ela é apenas preliminar e baseada em mensagens que nos chegam. Mas, somando tudo, dá para perceber que muitos professores não gostaram de levar esta amigável facadinha nas costas dos Sindicatos e que a contabilidade destas habilidades todas se irá mais tarde, muito mais tarde...
Caro azuli:
Há que saber distinguir, numa luta, o que essencial e o que é acessório.
Nesta o que está no "acordo que não é acordo" - vulgo Memorando de Entendimento - é só acessório.
É preciso perceber isto antes de defender o indefensável - por omissão, no caso do "acordo que não é acordo" dos Sindicatos/ME.
Onde está a luta contra o Estatuto dos Alunos, lei do Ensino Especial, Gestão Não Democrática das Escolas e ECD/divisão dos professores em titulares, de 2ª e de contratados nessa porcaria de papel que os Sindicatos assinaram?
A fenprof traiu as expectativas dos professores. O dia D foi uma farsa.
Há que voltar às manifestações convocadas informalmente por sms e email, e que causaram tantas dores de cabeça à ministra e aos sindicatos.
Na agenda da reunião da Plataforma sindical constava este ponto:
"8. Acesso à categoria de Professor Titular para os Professores em exercício de funções ou actividades de interesse público, designadamente, enquanto Deputados à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu, Autarcas, Dirigentes da Administração Pública, Dirigentes de Associações Sindicais e Profissionais."
Para além de que se 100000 estiveram na rua e 600 autocarros foram pela plataforma sobra muita gente que não andou à boleia da plataforma.
Já vos enviei a minha lista, penso que é semelhante mas na mesma, mantém-se online em http://delutoeemluta.blogspot.com/2008/04/dia-d-tomada-de-posio-das-escolas.html
Abraço solidário
Caro moriae:
Os nossos agradecimentos - que ninguém esmoreça!
Penso é que, no futuro (não considero vitória a posição de assinar um documento destes) a Plataforma Sindical deve ouvir também,previamente a qualquer acordo, os diferentes movimentos cívicos e com eles concertem posições negociais comuns.
Mas nem sequer lhes deram a palavra no Terreiro do Paço em 8 de março...Em compensação teve todo o tempo que quis alguém que não é professor(ou será?- se o for, não exerce a profissão)-Carvalho da Silva.
Erros passados que criam, necessariamente, posições extremadas e que haverá que corrigir no futuro.
A bem da escola, dos alunos e dos professores - também do privado e do cooperativo- que tão esquecidos andam-nomeadamente aqueles apoiados pelo estado com contratos de associação.
Não aceito que se diga que este movimento nascido em Leiria, e em cujas reuniões participei sempre, apesar de aposentada, tenha como principal alvo os sindicatos - muitos dos seus apoiantes são sindicalizados -além de que sempre estiveram nas manifestações locais e nacional.
16 de Abril de 2008 11:59
Ó anónimo, não seja como o Goebbels (ministro nazi da propaganda, para quem não saiba). ele dizia que "uma mentira mil vezes repetida passa a ser verdade".
Já foi dito que isso que aí está é a PROPOSTA DO ME AOS SINDICATOS e que ESTES NÃO ACEITARAM INCLUÍ-LA NO MEMORANDO DE ENTENDIMENTO. Certo?
Se há coisa que detesto são argumentos de má-fé. E esse é-o.
Na Escola Secundária de Casquilhos, a cujo quadro eu pertenço a votação foi a seguinte:
Estiveram presentes 17 Professores:
7 votaram contra
6 abstiveram-se
4 votaram a favor
Isto quer dizer que a Escola votou contra? Qual a legitimidade desta posição?
Colegas também não estão a divulgar dados correctos! Não falem dos Sindicatos!
"Isto quer dizer que a Escola votou contra?"
7 a contra e 4 a favor - o que quer que lhe diga...? Se só fosse o delegado sindical era um a favor e zero contra e estava feito.
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